domingo, 27 de outubro de 2013

Uma resposta às ameaças da DIREF: Quem descumpre acordos é o BB!

             Em mais uma tentativa de nos intimidar, o Banco divulgou uma mensagem ameaçando, sob o ponto de vista disciplinar, aqueles que se recusarem a compensar as horas da greve. O BB foi responsável por um impasse nas negociações durante a greve, pois era o único banco que insistia na compensação total das horas, em 180 dias. Derrotado naquela discussão, agora o BB tenta de todas as formas impor o medo e um sentimento de derrota aos grevistas, jogando todo o funcionalismo contra a greve, este instrumento de luta, legal e legítimo, dos trabalhadores.

        A direção do Banco orientou os gestores a pressionar os funcionários para que eles compensem as horas e a “renegociar” as ausências, como férias e abonos. No ano passado, diante de toda a pressão feita pelo banco e da desmarcação das férias dos funcionários, o Ministério Público do Trabalho (MPT) acolheu denúncia contra o BB por prática antissindical.

             Vejamos a cláusula da Convenção da FENABAN deste ano, que regulamenta a compensação de horas da greve:

"Os dias não trabalhados entre 19 de novembro de 2013 e 14 de outubro de 2013, por motivo de paralisação, não serão descontados e serão compensados, com prestação de jornada de trabalho limitada 1 (uma) hora diária , no período compreendido entre a data de assinatura desta Convenção Coletiva de Trabalho até 15 de dezembro de 2013, e, por consequência, não será considerada como jornada extraordinária, na forma da lei.”

           O acordo tem exatamente a mesma redação do ano anterior, avançando para o limite máximo de compensação de uma hora diária e não duas. O acordo não estabelece nenhum percentual mínimo de compensação, apenas o máximo, nem qualquer punição ao funcionário que não realize a compensação. Consta, sim, que em 15 de dezembro a compensação estará encerrada.

              O que todos sabemos, mas o BB não fala, é que nenhuma compensação é justa pois a greve só foi deflagrada e se estendeu devido à intransigência do governo e dos banqueiros nas negociações. Ele não fala também que quem descumpre acordos coletivos é a direção da empresa, que descomissiona por ato de gestão tendo assinado um acordo onde consta uma cláusula que exige três avaliações ruins na GDP para ocorrer o descomissionamento. Que, pelo segundo ano seguido, não concede aos seus funcionários o reajuste do piso salarial que consta no acordo da Fenaban assinado também pelo BB. Que incentiva a prática do assédio moral pelos seus gestores ao mesmo tempo que diz combatê-lo.

Estamos de olho! Não assine nenhum cronograma de reposição das horas de greve!

Não admita a desmarcação de suas férias!

Denuncie qualquer assédio e intimidação feitos pelo gestor!

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