Em mais uma tentativa de nos
intimidar, o Banco divulgou uma mensagem ameaçando, sob o ponto de vista disciplinar,
aqueles que se recusarem a compensar as horas da greve. O BB foi responsável
por um impasse nas negociações durante a greve, pois era o único banco que insistia
na compensação total das horas, em 180 dias. Derrotado naquela discussão, agora
o BB tenta de todas as formas impor o medo e um sentimento de derrota aos
grevistas, jogando todo o funcionalismo contra a greve, este instrumento de
luta, legal e legítimo, dos trabalhadores.
A direção do Banco orientou os
gestores a pressionar os funcionários para que eles compensem as horas e a
“renegociar” as ausências, como férias e abonos. No ano passado, diante de toda
a pressão feita pelo banco e da desmarcação das férias dos funcionários, o
Ministério Público do Trabalho (MPT) acolheu denúncia contra o BB por prática
antissindical.
Vejamos a cláusula da Convenção da FENABAN deste ano, que regulamenta a compensação de horas da greve:
"Os dias não trabalhados entre 19 de novembro de 2013 e 14 de outubro de 2013, por motivo de paralisação, não serão descontados e serão compensados, com prestação de jornada de trabalho limitada 1 (uma) hora diária , no período compreendido entre a data de assinatura desta Convenção Coletiva de Trabalho até 15 de dezembro de 2013, e, por consequência, não será considerada como jornada extraordinária, na forma da lei.”
O acordo tem exatamente a mesma redação do ano anterior, avançando para o limite máximo de compensação de uma hora diária e não duas. O acordo não estabelece nenhum percentual mínimo de compensação, apenas o máximo, nem qualquer punição ao funcionário que não realize a compensação. Consta, sim, que em 15 de dezembro a compensação estará encerrada.
O que todos sabemos, mas o BB não
fala, é que nenhuma compensação é justa pois a greve só foi deflagrada e se
estendeu devido à intransigência do governo e dos banqueiros nas negociações. Ele não fala também que quem
descumpre acordos coletivos é a direção da empresa, que descomissiona por ato de
gestão tendo assinado um acordo onde consta uma cláusula que exige três
avaliações ruins na GDP para ocorrer o descomissionamento. Que, pelo segundo
ano seguido, não concede aos seus funcionários o reajuste do piso salarial que
consta no acordo da Fenaban assinado também pelo BB. Que incentiva a prática do
assédio moral pelos seus gestores ao mesmo tempo que diz combatê-lo.
Estamos de olho! Não assine nenhum cronograma de
reposição das horas de greve!
Não admita a desmarcação de suas férias!
Denuncie qualquer assédio e
intimidação feitos pelo gestor!
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