Caros Colegas,
Nossa importante tarefa nesse momento é unificar esforços para
consolidar uma grande greve nacional. Para isso é importante reafirmarmos que
nossa luta não se resume a garantir nova proposta um pouco acima dos 6,1% já
apresentados pela Fenaban. Os lucros dos bancos, nossa indignação com as
condições de trabalho e com a exploração cotidiana, nossa capacidade de
mobilização, tudo isso nos permite ir além.
Em todos os últimos anos, os dirigentes da cúpula sindical fecham acordo
com os bancos, postam nos sites da Contraf e demais entidades que a greve
acabou, e depois vão para suas assembleias (muitas vezes sem nem entender a
proposta direito!) dizer que não há como continuar a greve por conta da orientação
nacional. Para nos libertarmos dessa chantagem, é preciso uma ofensiva política
"de baixo para cima", fundamentada em uma grande participação ativa e
crítica dos bancários e bancárias nas assembleias, no retorno das assembleias
participativas com debate tranquilo e elevado e no questionamento da falta de
transparência da burocracia sindical.
É preciso reiterar desde já o recado para os representantes do Comando
Nacional de que nossa luta contra a ganância da Fenaban é para valer, "não
é pelos 20 centavos"!
Da mesma forma, as negociações com a Caixa e o com o BB têm que ser pra
valer, e não apenas uma rápida reunião logo após a Fenaban (como nos últimos
anos) para terminar com a greve de toda a categoria, protegendo os bancos e o
governo federal de uma possível greve de verdade! A negociação com os bancos
estaduais deve terminar quando a categoria entender ser o momento adequado, e
não com a decretação, por parte da burocracia sindical, sem qualquer debate e
de forma atabalhoada, de que a greve acabou, como tem acontecido nas
negociações com o Banrisul - método que interessa exclusivamente aos bancos.
O resultado concreto da atual prática da cúpula sindical e seu script
pré-determinado é o rebaixamento de nossas pautas, a acomodação e a descrença
na luta. Vamos virar esse jogo, exigindo transparência, valorização do debate
coletivo e respeito aos fóruns de deliberação. Vamos reorganizar uma militância
bancária que acredita na luta, encanta e busca o novo!
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Somos bancários(as) de base, delegados(as) e dirigentes
sindicais unidos(as) por um objetivo: mudar os rumos do movimento sindical.
Precisamos construir uma direção que valorize os
trabalhadores(as) que estão no dia a dia das agências e unidades. Que ouça a
categoria e respeite as diversas opiniões.
A Oposição Bancária/CSP-Conlutas também faz parte deste movimento!
CONSTRUA CONOSCO UM NOVO RUMO!
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