quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Carta Aberta de Bancário(a) para Bancário(a)

Caros Colegas,
Nossa importante tarefa nesse momento é unificar esforços para consolidar uma grande greve nacional. Para isso é importante reafirmarmos que nossa luta não se resume a garantir nova proposta um pouco acima dos 6,1% já apresentados pela Fenaban. Os lucros dos bancos, nossa indignação com as condições de trabalho e com a exploração cotidiana, nossa capacidade de mobilização, tudo isso nos permite ir além.
Em todos os últimos anos, os dirigentes da cúpula sindical fecham acordo com os bancos, postam nos sites da Contraf e demais entidades que a greve acabou, e depois vão para suas assembleias (muitas vezes sem nem entender a proposta direito!) dizer que não há como continuar a greve por conta da orientação nacional. Para nos libertarmos dessa chantagem, é preciso uma ofensiva política "de baixo para cima", fundamentada em uma grande participação ativa e crítica dos bancários e bancárias nas assembleias, no retorno das assembleias participativas com debate tranquilo e elevado e no questionamento da falta de transparência da burocracia sindical.
É preciso reiterar desde já o recado para os representantes do Comando Nacional de que nossa luta contra a ganância da Fenaban é para valer, "não é pelos 20 centavos"!
Da mesma forma, as negociações com a Caixa e o com o BB têm que ser pra valer, e não apenas uma rápida reunião logo após a Fenaban (como nos últimos anos) para terminar com a greve de toda a categoria, protegendo os bancos e o governo federal de uma possível greve de verdade! A negociação com os bancos estaduais deve terminar quando a categoria entender ser o momento adequado, e não com a decretação, por parte da burocracia sindical, sem qualquer debate e de forma atabalhoada, de que a greve acabou, como tem acontecido nas negociações com o Banrisul - método que interessa exclusivamente aos bancos.
O resultado concreto da atual prática da cúpula sindical e seu script pré-determinado é o rebaixamento de nossas pautas, a acomodação e a descrença na luta. Vamos virar esse jogo, exigindo transparência, valorização do debate coletivo e respeito aos fóruns de deliberação. Vamos reorganizar uma militância bancária que acredita na luta, encanta e busca o novo!
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Somos bancários(as) de base, delegados(as) e dirigentes sindicais unidos(as) por um objetivo: mudar os rumos do movimento sindical.
Precisamos construir uma direção que valorize os trabalhadores(as) que estão no dia a dia das agências e unidades. Que ouça a categoria e respeite as diversas opiniões.
A Oposição Bancária/CSP-Conlutas também faz parte deste movimento!


CONSTRUA CONOSCO UM NOVO RUMO!

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