sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Estamos chegando ao final da primeira semana da greve e precisamos partir com tudo para fortalecer a nossa luta nos próximos dias. Participar das atividades da greve é fundamental!
Por isso convidamos a tod@s @s bancári@s a estarem junto conosco, hoje, 21/09 às 12h em frente ao BB Senador Dantas

TODOS AO SAMBA-ATO NO SEDAN: PELA JORNADA DE 6 HORAS! PELA ISONOMIA DE DIREITOS! NÃO ÀS AMEAÇAS E DESCOMISSIONAMENTOS! QUEREMOS REPOSIÇÃO DE PERDAS E SALÁRIO MÍNIMO DO DIEESE.

Se sambamos o ano inteiro, para sobreviver com um salário arrochado e suportar as pressões, na greve precisamos demonstrar isto para a população... Vamos mostrar que bancário, além de produzir os bilhóes de lucros aos bancos, também é capaz de fazer arte.   
Os delegados sindicais do Sedan estarão com cavaquinho, pandeiro...e muitas reivindicações. Pedimos que os demais colegas também tragam os seus instrumentos e tragam cartazes reafirmando nossas principais reivindicações.
DEPOIS DO SAMBA, TODOS AO ATO UNIFICADO COM TRABALHADORES DOS CORREIOS E PETROLEIROS - NA CANDELÁRIA ÀS 15:30

O samba será a nossa concentração para nos juntarmos a caminhada, pela Rio Branco, unificada com os trabalhadores dos Correios e petroleiros, a partir das 15:30h, na Candelária.
Nos bancos públicos é preciso enfrentar, além dos banqueiros, o mesmo patrão destas outras duas categorias: o Governo Dilma. E pudemos presenciar com clareza durante a greve dos servidores federais o quanto será difícil a nossa greve. Este é o nosso momento de lutar e mostrar para o Governo que exigimos respeito e reconhecimento.

Um comentário:

  1. Colegas, desculpe a franqueza, mas a greve é um "me engana que eu gosto" dos comissionados.
    Estive na agência para tratar de assunto de um FIES. Ora, pensei, a greve não é contra a população. Seria injusto deixar um estudante perder a oportunidade em razão da greve. Combinei com o Adminstrador, fiz apenas esse serviço e fui embora.
    Lá conversando com comissionados da PJ e Estilo, que trabalham normalmente, e os Adminstradores, o clima era de preocupação.
    Observamos no famigerado "Intradia", que pelo menos duas agência tinham liberado, naquele dia, mais de R$ 1 milhão em crédito PJ! No segmento PF os números eram também expressivos para uma greve.
    Nosso adminsitrador ligou para agências da região e descobriu que uma estava fechada sem nenhum comissionado. A outra estava fechada, mas com TODOS OS COMISSIONADOS TRABALHANDO e produzindo, muito bem.
    Senti-me duplamente "sacaneado" (desculpe o termo):
    1- Se a agência está fechada e o bancário está trabalhando, liberando crédito, a greve torna-se exclusivamente contra a população que não pode utilizar os serviços. Por outro lado, está garantido o lucro do Banco como se nada estivesse acontecendo. Cômodo para o BB! Cadê a pressão?
    2- Enquanto eu e meus colegas PF estamos "botando o nosso na reta" para garantir melhores condições (principalmente, hoje em dia) e um salário e PLR melhor, sacrificando nosso atingimento de metas no fim do ano e quem sabe nossa PLR integral, outros colegas estão garantindo o cumprimento de suas metas e 100% da PLR e salários que nós estamos brigando para engordar. "O que é isso companheiro?"

    Dor maior veio de um testemunho de um colega que tem um amigo na CSO. O relato é de que, nas CSO, quando um funcionário começa a dar problemas de relacionamento, atrasos, etc., a primeira ameaça é: - Vou te mandar para uma agência!

    Me senti humilhado, sinceramente. Trabalho em um lugar que é tão mal visto pelos colegas que chega a ser usado em tom de ameaça trabalhar lá. Ninguém quer sofrer a pressão que sofremos,
    "ralar" como "ralamos" e receber tão pouca valorização, principalmente salarial, como recebemos. Somos meros batedores de meta, trabalhando a base do chicote. Teve "Olimpíadas do Crédito", batemos a meta. Então aumenta-se o valor, dentro da mesma "Olimpíada". Depois, como deu certo, cria-se o "Brasileirão do Crédito".

    Ninguém quer saber se o primeiro foi atingido com um esforço sobre-humano e se ainda não teríamos o mínimo conforto psicológico para enfrentar um novo desafio. Deu certo? Cria outro programinha e enfia-lhes o chicote!

    Trabalhamos em uma empresa, em um ramo, onde não há descanso. Na maioria dos setores, senão todos, há o período de aquecimento e o de calmaria; existem os meses de pico. Nos bancos, TODO MÊS, TODO ANO, TODO DIA é dia de pico. Não há descanso psicológico. É meta atrás de meta, todas enormes, que dão o bonito nome de "desafiadoras".

    Embora precise de salário e ache que, pela quantidade de serviço e pela pressão que suportamos todos os dias nas agências, merecêssemos ganhar muito mais, pela primeira vez, eu, até trocaria um aumento maior por melhores condições de trabalho, por condições mais HUMANAS de trabalho.

    Tenho dito.

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