sexta-feira, 21 de março de 2014

Mulheres em luta por direitos e contra a opressão!

         

           Neste 8 de março, dia internacional da mulher, mais uma vez as mulheres foram às ruas dizer basta ao machismo e a tudo que ele causa. A principal bandeira do movimento feminista hoje é o fim da violência contra as mulheres que atinge índices alarmantes. A cada 2 minutos, uma mulher é espancada em nosso país. A cada ano, quase 6 mil mulheres são assassinadas. Na maioria dos casos o agressor é alguém próximo (marido, namorado ou ex) e os crimes ocorrem sobretudo por motivo de ciúmes ou traição, evidenciando o peso da ideologia machista que predomina na sociedade.  Em 2012, foram registrados mais de 50 mil estupros e sabemos que este é um crime subnotificado, pois muitas vítimas, por vergonha ou devido à impunidade, não fazem registro.
       
        O machismo se expressa também na diferença salarial entre homens e mulheres (as mulheres chegam a receber até 30% a menos que os homens), no fato dos trabalhos mais precarizados e desvalorizados serem realizados em sua maioria por mulheres, na divisão desigual do trabalho doméstico e na mercantilização do corpo feminino.



As mulheres nos bancos


            Nos bancos, apesar das mulheres serem metade da categoria elas ainda se concentram nas faixas salariais inferiores, sofrem com a terceirização e são as maiores vítimas do assédio moral e sexual. Os bancos desrespeitam a lei e obrigam os bancários a trabalhar 8 horas. As mulheres sofrem mais com essa extensão da jornada pois, devido à desigualdade que ainda existe em relação ao trabalho doméstico, elas acumulam duas ou, às vezes, três jornadas de trabalho.


Falta dinheiro para as mulheres, mas sobra para os empresários e banqueiros


                 Ao mesmo tempo em que mais de R$ 30 bilhões de recursos públicos são gastos com a Copa, somente R$ 25 milhões são destinados a programas de combate à violência contra a mulher. O governo federal, enquanto destinou 42% do orçamento geral da União de 2014 para pagamento de juros e amortizações da dívida pública, que beneficiarão sobretudo os banqueiros, deixou para a saúde menos de 4% e para a educação 3,44%. As mulheres, maior parte dos pobres do país, são as mais afetadas com a precarização da saúde e educação públicas.

                A CUT tem defendido a reforma política como forma de diminuir a desigualdade entre mulheres e homens. Mas já percebemos que o simples aumento da participação feminina na política não significa um aumento de políticas e investimentos destinados às mulheres. Temos hoje uma mulher na Presidência da República e as mulheres do nosso país ainda sofrem com a violência e a falta de recursos para a aplicação da lei Maria da Penha, com a diferença salarial (Dilma vetou a lei que obrigaria os empresários a pagarem salários iguais para mulheres e homens que exercem a mesma função) e com a precarização dos serviços públicos. Em defesa das mulheres trabalhadoras, é preciso sim mudar a política econômica do país que hoje privilegia os interesses dos empresários e banqueiros sobre as necessidades da maioria da população e das mulheres.


              As mulheres foram parte importante das manifestações que ocuparam as ruas do país a partir de junho de 2013, reivindicando melhoria nos transportes públicos e mais verbas para a saúde e educação. A luta deve continuar e a organização das mulheres é fundamental para construirmos uma sociedade com igualdade e sem violência.

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