A empresa de vigilância CJF, que presta serviços ao Banco do Brasil em vários municípios do estado do Rio de Janeiro, atrasou mais uma vez os depósitos dos salários. Desta vez, além do salário, o 13º também não foi depositado.
Em resposta, os trabalhadores decidiram pela paralisação das atividades. Várias agências do BB não puderam operar, pois não contavam com o serviço de segurança.
O BB demorou a dar uma resposta à situação. Mas acabou por adiantar os salários dos vigilantes lotados em suas agências.
É necessário que fique claro que o BB não fez nenhum favor quanto ao adiantamento, uma vez que é legalmente responsável pelas dívidas trabalhistas de empresas terceirizadas caso estas descumpram seus compromissos.
Mas a situação dos vigilantes está longe de ser resolvida, pois continuam expostos a enfrentarem mais uma vez a mesma situação, na medida em que o próprio processo de terceirização estabelece relações de trabalho extremamente precarizadas, onde a exploração e a fragilidade dos direitos são extremamente acentuados.
Somente com o fim da terceirização será possível aos vigilantes recuperarem direitos perdidos e retomarem uma carreira própria no BB.
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