Por uma greve forte, controlada pela base da categoria, capaz de arrancar conquistas!
O
Banco do Brasil registrou, no primeiro semestre deste ano, um lucro de
R$ 10 bilhões, o maior da história dos bancos no país. O lucro do Itaú
no mesmo período, de R$ 7,2 bilhões, é o segundo maior da história. Os
bancos no Brasil nunca lucraram tanto. Os dez maiores lucros dos bancos brasileiros no primeiro semestre estão concentrados nos últimos quatro anos, de 2010 a 2013.
Mas
o que não está em nenhuma matéria publicada nos jornais é o que está
por trás dessa espantosa lucratividade e as consequências nefastas para
os bancários e para a população em geral. A superexploração dos
bancários, através dos salários baixos, a retirada de direitos, o
assédio moral e as metas cada vez maiores, tem levado a um adoecimento
sem precedentes da categoria. Em apenas 3 dias de trabalho, um bancário
do BB paga seu salário mensal e trabalha 17 dias de graça para o Banco!
A relação entre a receita com tarifas e a despesa com pessoal é
de 125%! A base de clientes subiu, nos últimos 15 anos, de 5 para
55 milhões, enquanto o número de funcionários nas agências só diminui. O
BB conta com mais de 30 mil pontos de atendimento ligados a
correspondentes bancários e somente com cerca de 5 mil agências. Os
trabalhadores dos correspondentes recebem, em média, 25% do salário do
bancário! Além disso, o BB aprofunda a terceirização da área meio,
transferindo serviços para a Cobra. O banco não respeita o nosso direito
à jornada de 6 horas e descomissiona e demite colegas que requerem seus
direitos na justiça. O passivo trabalhista aumentou em 14% nos últimos
12 meses! Como mais uma das medidas para cortar despesas, o banco tem
reduzido a quantidade de vigilantes nas agências e prédios, colocando em
risco funcionários e clientes. A privatização e a desnacionalização do
BB continuam. A venda de ações da BB Seguridade, que contribuiu para o
lucro recorde do primeiro semestre, teve como principais compradores
(que adquiriram 58,4% das ações) o JP Morgan e o Citibank. Lula já havia
vendido, em 2009, 30% das ações do Banco do Brasil e a maioria dos
compradores também foi composta por estrangeiros.
Chegou o momento dos bancários reagirem!
As manifestações populares de junho abriram uma nova situação em nosso
país. Milhões de pessoas nas ruas questionaram a representatividade dos
governos e do congresso e pautaram a política nacional. O movimento
conquistou vitórias importantes como a anulação dos aumentos das
passagens, o arquivamento da PEC 37 e, no Rio de Janeiro, o recuo do
governo Cabral em relação ao seu projeto para o Complexo do Maracanã. As
conquistas só foram possíveis porque a juventude e os trabalhadores do
país “acordaram” e ocuparam as ruas. Os profissionais da educação do
município do Rio seguiram este exemplo e fizeram uma greve histórica que
obteve importantes vitórias. Nós, bancários, precisamos fazer o mesmo,
“acordar” e lutar por um reajuste compatível com os lucros que
produzimos, por direitos, pela melhoria das nossas condições de
trabalho. Contagiar-nos com o ânimo das ruas e lotar as assembleias,
tomando em nossas mãos o rumo da campanha salarial. Apoiando-nos na nova
realidade do país e no avanço geral da consciência, dialogar com a
população expondo a contradição que existe entre os lucros dos bancos e
os nossos salários. Fazer uma forte greve que arranque do governo e dos
banqueiros as nossas principais reivindicações.
Tod@s à assembleia!
Apesar se toda a confusão gerada pela diretoria do sindicato na
assembleia do dia 12/09, algumas das preocupações expressas pelos
delegados sindicais de base do BB e da Caixa e pela Oposição Bancária,
foram incorporadas. Conseguimos reverter o local e o caráter da
assembleia do dia 18/09. Ela votará a ratificação ou não do indicativo
de greve a partir do dia 19, sendo, portanto, deliberativa e não somente
organizativa, conforme havia sido inicialmente divulgado pelo jornal do
sindicato.
É fundamental que,
neste momento, valorizemos os espaços de debate e decisão dos
trabalhadores, que são as assembleias. Somente com a ampla participação
dos bancários, ocupando esses espaços de decisão, poderemos fazer
expressar a vontade da categoria, definir o início e o fim da greve, e
seus rumos, e ter conquistas.
AJUDE-NOS A DIVULGAR ESSE BOLETIM. IMPRIMA O ARQUIVO ANEXO E COLOQUE NO MURAL DE SUA DEPENDÊNCIA.
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