terça-feira, 24 de setembro de 2013

BANCÁRI@S DO RIO VÃO ÀS RUAS NESTA TERÇA-FEIRA POR NOSSAS REIVINDICAÇÕES E CONTRA O PL 4330!


Participe da Passeata! Concentração na Candelária a partir das 17h

PL 4330: ENTENDA PORQUE ELE É UM ATAQUE À CATEGORIA BANCÁRIA.

A terceirização é sinônimo de precarização das relações de trabalho. As empresas buscam, através dela, flexibilizar direitos e “aumentar a competitividade” de seus produtos pagando salários rebaixados. O Projeto de Lei 4330 ampliará a terceirização e retirará direitos dos trabalhadores, funcionando, na prática, como uma reforma trabalhista em defesa dos empresários e banqueiros e em prejuízo dos trabalhadores. 

No Brasil, a terceirização avançou com a onda neoliberal dos anos 1990 e se aprofundou na última década. Apenas no estado de São Paulo, os terceirizados somavam 110,9 mil, em 1995. Em 2010 chegaram a 700 mil, segundo o sindicato dos empregados em prestadoras de serviço do estado.

O trabalhador terceirizado, além de ser em geral pior remunerado e menos sindicalizado, é submetido a um regime apoiado em altas taxas de rotatividade e em condições de trabalho cada dia mais exigentes e estressantes. Entre 2009 e 2012, o tempo de permanência médio de um trabalhador no emprego no Brasil caiu de 18 para 16,3 meses. Além disso, entre 2003 e 2010, o número de acidentes de trabalho duplicou no país, o que evidencia a precarização das condições de trabalho.
Em geral, o trabalhador terceirizado localiza-se nas “franjas” do processo produtivo. No entanto, vemos hoje a terceirização ganhando espaço em setores ou atividades consideradas essenciais.

Os bancos vêm usando, há muito tempo, a terceirização para diminuir seus custos e aumentar seus resultados. Os correspondentes bancários são o maior exemplo. O trabalho do bancário passa a ser feito por outro trabalhador, muitas vezes um caixa de mercado ou drogaria, que não tem vínculo com o banco e não tem os direitos dos bancários. Avança também a terceirização de vários setores da área meio dos bancos.
Esse avanço ameaça o conjunto dos trabalhadores, pois a precarização pressiona para baixo os salários dos “não terceirizados” e serve como uma chantagem para que trabalhadores abram mão de direitos. Além disso, divide os trabalhadores e enfraquece suas lutas.

O Projeto de Lei 4330 ampliará este movimento, pois prevê a terceirização das “atividades fim”. Caso aprovado, esse projeto de lei irá inaugurar o ciclo da chamada “flexibilidade total” na economia brasileira, com impactos cada dia mais perversos sobre os trabalhadores. Para a categoria bancária, que já sofre com a terceirização, significará um grande ataque, ameaçando, inclusive, sua existência.

Precisamos aproveitar a nossa campanha salarial e a greve da categoria para fortalecer a luta contra o PL 4330!

Tod@s à passeata pela Av. Rio Branco, nesta terça-feira (24/09)! Concentração na Candelária a partir das 17h.

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