Diferentemente do que tem sido
divulgado nos Boletins Pessoais, o funcionalismo tem obtido vitórias judiciais
importantes contra o novo Plano de Funções do BB. Algumas delas, como as
conquistadas na Bahia, Pará, Amapá, Piauí e Bauru, tornam nulos os termos de
posse já assinados para as funções de confiança e impedem a redução salarial
das novas funções gratificadas. São liminares concedidas pela Justiça do
Trabalho e podem ser derrubadas por ação judicial do BB, mas elas nos mostram
que é possível lutar contra o Plano de Funções que é um verdadeiro ataque ao
nosso direito à jornada de 6 horas.
O banco tenta, através dos boletins
pessoais e de toda a pressão que já conhecemos, consolidar o plano um pouco
mais a cada dia. Por isso, é fundamental seguirmos na luta neste momento!
Fazemos um chamado a todos os colegas a não se precipitarem e não assinarem a
adesão às novas funções de 6 horas. O BB
divulgará cada adesão como uma vitória sua e, com certeza, explorará isto nas
demandas judiciais.
Como há muitas ações a serem
analisadas pelo Judiciário, em especial a denúncia já formalizada ao Ministério
Público do Trabalho, precisamos dar visibilidade a nossa insatisfação com
o plano. Sabemos que o funcionalismo mobilizado faz pressão sobre a Justiça,
aumentando nossas possibilidades de sucesso neste campo.
Neste
sentido, já ocorreram manifestações importantes, como o ato realizado em São
Paulo no dia 06/02, nos prédios da São João e Crédito Imobiliário, que contou
com a participação de mais de 800 funcionários. E aqui no Rio, a manifestação
realizada no Complexo Andaraí, no dia 08/02 (sexta-feira de carnaval), que
também contou com grande adesão do funcionalismo.
Dilma está de braços abertos para os bancários?
É surpreendente que, em
meio a todos estes ataques, o jornal BancáRio de 14 a 18/02 estampe uma
matéria afirmando que Dilma "está de braços abertos para receber os
bancários" . De onde partem as medidas recentes do BB – repressão aos
grevistas, mudança nos normativos de inquérito administrativo e o Plano de
Funções? De onde parte o modelo de gestão que tem como principais instrumentos
o assédio moral e a extrema pressão que vivemos nas nossas dependências? É
possível que Neri ou Dida ajam independentes ou contra as ordens do governo
federal? Achamos que não é o momento para elogios ao governo, mas sim de cobrar
dele um posicionamento contra todos aqueles absurdos.
Precisamos
seguir firmes na luta, exigindo da direção do Sindicato do Rio que
convoque uma assembleia para que possamos discutir os próximos passos
da resistência ao Plano de Funções. Precisamos seguir pressionando o Banco
e exigindo que o governo Dilma não jogue sobre as nossas costas o custo da
"redução dos juros".
Nesta semana teremos mais um round dessa luta: dia 20/02 é dia nacional de luta contra o Plano de Funções! É hora de demonstrar nossa indignação!
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